Estratégias de otimização do espaço de armazenagem

A limitação do espaço de armazenagem constitui um desafio logístico para um número significativo de empresas. Este obstáculo pode tornar-se premente, em virtude de um rápido crescimento, dos picos de venda sazonais, de um eventual abrandamento das transações ou de uma gestão imprecisa do stock, por exemplo. Com efeito, é imperioso adotar determinadas estratégias que permitam maximizar a capacidade de um armazém, evitando entraves na cadeia de abastecimento.

A importância de uma gestão de armazenagem eficiente

Perante a falta de espaço de armazenagem, as empresas deparam-se com múltiplos problemas. Entre eles destaca-se, decerto, o congestionamento da cadeia de abastecimento. Neste quadro, a gestão e a movimentação do stock tornam-se, naturalmente, muito mais exigentes, absorvendo, assim, mais recursos e tempo.

A subutilização dos armazéns logísticos torna-se, pois, bastante dispendiosa. Por sua vez, as estratégias de potenciação do espaço de armazenagem podem revelar-se bastante frutíferas. Entre as vantagens subjacentes, frisamos:

  • Movimentação mais célere das mercadorias;
  • Gestão mais eficaz do stock disponível;
  • Redução da probabilidade de ocorrerem erros no processo de picking ou na expedição das encomendas;
  • Otimização da mão de obra;
  • Incremento da capacidade de resposta às necessidades sazonais de produção.
 
Como pode, então, maximizar o espaço de armazenagem disponível?

Primeiramente, para responder a este desafio logístico, é imprescindível ter em conta o espaço de armazenagem disponível. Nesse sentido, importa proceder ao cálculo da área de armazenamento à disposição, comparando-a com a superfície que se encontra, de facto, em utilização. Desse modo, poderá obter uma noção concreta da margem de otimização do seu espaço de armazenagem.

De notar, ademais, que o cálculo do subaproveitamento da área disponível está diretamente correlacionado com fatores como o layout do armazém, o sistema de armazenamento, as especificidades do inventário ou as características da mercadoria. Tomando esta avaliação como pilar, chega o momento de escolher as estratégias mais adequadas a implementar. Conheça, portanto, algumas opções:

Gestão do inventário

Este é, certamente, um dos primeiros tópicos a analisar. As contrariedades concernentes à gestão do inventário podem ter origem, por exemplo, na compra excessiva de mercadoria ou na obsolescência do próprio inventário — fenômeno que se verifica quando as referências ficam estagnadas, durante demasiado tempo, no armazém.

Ambos os casos conduzem, decerto, a um sobrecarregamento da capacidade das instalações. Para evitar este problema, que eleva os custos de armazenagem, podem implementar-se algumas medidas, a saber:

  • Utilização dos softwares Warehouse Management System (WMS) — esta ferramenta viabiliza uma visibilidade de 360º do ciclo de operações, dentro do armazém, da receção das mercadorias à sua expedição, passando pela classificação, pelo armazenamento ou pelo picking. Estes sistemas permitem, assim, uma gestão dos inventários mais precisa e automatizada, contribuindo para a fluidez dos processos e do fluxo do armazém. Além disso, informam os trabalhadores relativamente aos melhores locais para cada mercadoria, considerando as suas dimensões ou as necessidades de acesso;
  • Definição do Stock Keeping Unit (SKU) apropriado — este método de identificação e classificação permite atribuir um código de organização interna aos produtos em armazém. As diversas unidades de um mesmo artigo, com características idênticas, são registadas no sistema com o mesmo SKU. Desse modo, torna-se possível acompanhar, em tempo real, os seus níveis de stock. Com esses dados precisos, e estipulando os parâmetros convenientes a priori, podem definir-se alertas para iniciar novas ordens de compra de mercadorias ou, então, para as congelar temporariamente;
  • Aplicação da estratégia de cross docking — com este modelo de distribuição, pretende-se a expedição rápida de uma dada mercadoria, após a sua receção no armazém. Idealmente, não permanecerá mais de 24 horas nas instalações, reduzindo substancialmente as necessidades de espaço de armazenagem. Note-se, contudo, que esta solução não se aplica a todos os produtos e requer um elevado grau de organização.
 
Aproveitamento da altura do espaço de armazenagem

A otimização do espaço vertical da instalação pode revelar-se, em muitos casos, a solução mais indicada. Diversas estratégias viabilizam-na, como, por exemplo:

  • Novos patamares de armazenamento — perante a escassez de espaço de armazenagem, o aproveitamento dos metros cúbicos desperdiçados em altura pode revelar-se crucial. A utilização de estantes industriais, mais elevadas, pode, de facto, tornar-se uma alternativa a considerar. Todavia, importa ter em conta fatores como as restrições dos equipamentos de movimentação das mercadorias ou as condições de segurança das instalações. De igual modo, torna-se fundamental equacionar o impacto do tempo despendido com a deslocação das mercadorias nas estantes;
  • Introdução de plataformas — a instalação de plataformas elevadas, bem como de passarelas, pode ser indispensável para garantir um acesso mais facilitado aos produtos;
  • Deslocação de materiais e recapacitação dos espaços — em alguns casos, pode revelar-se vantajoso utilizar um mezanino, por exemplo, para relocalizar os espaços destinados à arrumação de equipamento, aos arquivos ou até aos escritórios. Dessa maneira, pode libertar-se alguma da área para a reserva de stock.
 
Armazenagem compacta

Empregando canais em profundidade, as alternativas de armazenagem compacta permitem ampliar a rentabilização do espaço disponível. Para isso, torna-se fulcral reduzir ou eliminar os corredores. De notar, porém, a necessidade de assegurar as condições de segurança e de locomoção dos equipamentos de transporte das mercadorias.

Assim, se pretender aplicar este método no aumento da área livre, o investimento em tecnologia de movimentação robótica de paletes e cargas — devidamente integrada com o software WMS — será profícuo. A automatização destas operações de transporte, recorrendo aos transelevadores, viabiliza, certamente, a maximização significativa do espaço de armazenagem e a agilização dos fluxos de carga e descarga.

Uma gestão das zonas disponíveis para o armazenamento de stock, inteligente e adequada, apresenta, pois, um impacto direto na rentabilidade das empresas e na sua capacidade de resposta aos pedidos dos clientes. Com efeito, a adoção de estratégias moldadas às necessidades particulares de cada organização, potenciando o espaço de armazenagem, revela-se fundamental.

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