Evolução da logística: o passado, o presente e o futuro

Fazer chegar os produtos de um ponto do globo até ao outro “canto” do mundo, em segurança e de forma rápida, é, hoje, um dado adquirido. No entanto, aquilo que aos olhos do cidadão comum pode parecer um processo simples é, na verdade, consequência de um conjunto de operações complexas, resultantes da coordenação de múltiplos agentes — desde produtores e fornecedores, a armazenistas e transportadores. Conheça então, no conteúdo de hoje, a evolução da logística ao longo dos tempos e os desafios que se perfilam no horizonte das empresas operadoras na supply chain.

Passado: a evolução da logística da antiguidade aos tempos modernos

A necessidade de planear as operações para transportar bens até um determinado local, em tempo útil e com segurança, não nasceu nos tempos modernos. Aliás, há milênios que a logística tem sido vital para responder às carências da sociedade. Afinal, esta cresce e desenvolve-se, ao longo da História, à medida que as trocas comerciais se intensificam e que vão surgindo novas tecnologias.

Contudo, a presença e a importância de um planeamento logístico são sentidas em diversas dimensões, que vão além do plano econômico. Por exemplo, nas civilizações grega e romana, a logística era uma componente crucial para o sucesso das batalhas pela conquista de território. Prolongando-se estas campanhas por longos períodos, era, certamente, necessário assegurar que não havia rutura de mantimentos ou de munições e que esses bens eram metodicamente armazenados e distribuídos.

A evolução da logística pode ser dividida em múltiplas fases — o número de etapas varia, pois, em função do parecer de diferentes especialistas. Destacamos, em seguida, quatro grandes etapas evolutivas, a saber:

1.ª etapa — Foco no transporte

Durante muito tempo, e até aos anos 50, o pensamento logístico estava focado, sobretudo, no transporte de mercadorias. Portanto, o grande objetivo das operações logísticas era deslocar os produtos, dentro do prazo estabelecido, até ao cliente. Desse modo, não havia uma integração dos processos logísticos com as outras áreas da empresa.

2.ª etapa — Integração interna

Entre as décadas de 60 e 70, assistimos, pois, a uma alteração do objetivo da logística: pretendendo aumentar a eficiência e a produtividade, o planeamento logístico deixou de estar focado apenas nas operações de transporte e passou a integrar diversos ramos das corporações, nomeadamente, os de produção e armazenamento.

3.ª etapa — Foco no cliente

A partir de um determinado momento, as empresas perceberam que, para se manterem competitivas, não bastava assegurarem a integração interna de funções e departamentos. Por isso, o planejamento logístico passou a preocupar-se não apenas com os produtos, mas também com a qualidade dos serviços prestados. Em suma, o cliente tornou-se cerne da atenção dos operadores logísticos.

4.ª etapa — A evolução da logística numa perspectiva de gestão da cadeia de abastecimento

A evolução da logística, durante décadas, deu então lugar ao desenvolvimento do conceito “cadeia de abastecimento”. Com a globalização e o aparecimento de novas tendências de consumo, o ambiente empresarial tornou-se mais competitivo e exigente, obrigando as organizações a apostarem na inovação e a manterem uma gestão mais eficiente.

Neste contexto, tornou-se inevitável a adoção de metodologias que permitissem às empresas planejar e controlar os fluxos de produtos e serviços, desde o ponto de origem até ao cliente final, implicando uma coordenação entre todos os intervenientes e parceiros da cadeia de abastecimento.

Presente: a tecnologia como instrumento-chave para a evolução da logística

A expansão do comércio eletrônico (e-commerce), a crescente complexificação das cadeias de abastecimento — atingem terras mais longínquas do que no passado e incluem mais intervenientes — e as rápidas transformações do mercado e da economia exigem respostas mais ágeis e flexíveis por parte das empresas.

Para corresponder às exigências do mercado, as corporações socorrem-se, cada vez mais, de soluções tecnológicas, para automatizar processos, fazer previsões rigorosas e controlar as operações logísticas de toda a supply chain, com escassos erros e custos. O big data, a robótica ou a inteligência artificial pertencem, agora, ao dia a dia das operações logísticas.

Desse modo, conceitos como “conectividade”, “visibilidade”, “digitalização” e “eficiência” surgem inerentes à estratégia logística seguida pelas empresas da supply chain. Estamos na era da logística 4.0.

Futuro: os desafios da evolução da logística

Olhando para o futuro, como podemos projetar o funcionamento das cadeias de abastecimento a médio-longo prazo? E como se concretizará a evolução da logística? Para ajudar a responder a estas questões, a McKinsey identificou recentemente três grandes prioridades a que os chief supply chain officers (CSCOs) deverão prestar atenção para moldarem o futuro das suas cadeias de abastecimento. A saber:

Melhorar a resiliência

Os acontecimentos recentes demonstram como as cadeias de abastecimento são vulneráveis a disrupções, perante eventos imprevisíveis. É, pois, necessário que as empresas procurem o conhecimento e a compreensão das suas próprias vulnerabilidades, para saberem em que deverão atuar e como poderão mitigar os riscos.

Aumentar a agilidade

Fidelizar clientes é, no mundo contemporâneo, muito mais desafiante do que no passado. Durante a pandemia, cerca de 77% dos consumidores norte-americanos passaram a comprar noutras lojas, trocaram de marcas ou alteraram hábitos de consumo. Neste cenário, as empresas precisam de se tornarem mais ágeis para corresponder aos desejos — cada vez mais voláteis — dos clientes.

Desenvolver a sustentabilidade

As cadeias de abastecimento terão um papel crucial na transição para um modelo econômico mais sustentável, mais ecológico e socialmente mais justo. Por isso, as empresas que ainda não começaram a esforçar-se para essa transição terão de colocar em marcha, rapidamente, estratégias neste sentido, se quiserem evitar: danos reputacionais, a pressão regulatória e o aumento dos riscos financeiros.

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